Vítor Aguiar e Silva

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Vítor Aguiar e Silva
Nacemento15 de setembro de 1939
 Real
NacionalidadePortugal Português
Alma máterUniversidade de Coimbra
Ocupaciónescritor e poeta
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Vítor Manuel Pires de Aguiar e Silva, coñecido como Vítor Aguiar e Silva (Real, 15 de setembro de 1939)[1] é un profesor, escritor e poeta portugués. Natural da freguesía de Real, concello de Penalva do Castelo, iniciou os seus estudos no Liceu Nacional de Viseu. Xa na Universidade de Coímbra, concluíu a carreira de Letras, licenciándose en Filologia Românica. Tras obter o seu doutoramento en Literatura Portuguesa, entrou de profesor na Facultade de Letras da mesma universidade en 1969, sendo trasladado para a Universidade do Miño en 1989, onde ocupou o cargo de vice-reitor durante 12 anos. Foi fundador e director da revista “Diacrítica” e do Centro de Estudos Humanísticos.[2]

Participou da proposta de creación do Instituto Camões, como coordinador do grupo de traballo. Tamén coordinou a Comisión Nacional de Lingua Portuguesa (CNALP), tendo aínda sido membro do Consello Nacional de Cultura.

É un dos eminentes profesores asinantes da Petição em defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico, que desde o 2 de maio de 2008 recolleu máis de 128 000 sinaturas.

Tense dedicado ao estudo da Teoría da Literatura - área en que a súa investigación é internacionalmente recoñecida - e da Literatura Portuguesa do Maneirismo, do Barroco e do Modernismo.[3]

Foi Premio Camões en 2020.

Publicacións[editar | editar a fonte]

  • Para uma interpretação do classicismo (1962).
  • O teatro de actualidade no romantismo português: 1849-1875 (1965).
  • Teoria da literatura (1967).
  • Notas sobre o cânone da lírica camoniana (1968).
  • Maneirismo e barroco na poesia lírica portuguesa (1971).
  • O significado do episódio da Ilha dos Amores na estrutura de Os Lusíadas (1972).
  • A oposição democrática e sua ideologia totalitária (1973).
  • Reforma do sistema educativo (1973).
  • A estrutura do romance (1974).
  • Competência linguística e competência literária: sobre a possibilidade de uma poética gerativa (1977).
  • Crítica de Livros: teoria literária (1977).
  • Fialho de Almeida e o problema sociocultural do francesismo (1983).
  • Teoria e metodologia literárias (1990). Universidade Aberta. 305 páxs. ISBN 9789726740506
  • Imaginação e pensamentos utópicos no episódio da "Ilha dos Amores" (1988).
  • Maria Alice Nobre Gouveia: 1927-1988 (1991).
  • Camões: labirintos e fascínios (1994). Livros Cotovia. ISBN 978-972-808-237-6.
  • A lira dourada e a tuba canora : novos ensaios camonianos (2008). Livros Cotovia. ISBN 978-972-795-234-2.
  • Jorge de Sena e Camões: trinta anos de amor e melancolia (2009). Angelus Novus.189 páxs. ISBN 978-9728827632.
  • As humanidades, os estudos culturais, o ensino da literatura e a política da língua portuguesa (2010). Almedina. ISBN 978-9724041957.
  • Dicionário de Luís de Camões (2011). Caminho. ISBN 9789722121460.

Traducións ao español[editar | editar a fonte]

  • Competencia lingüística y competencia literaria. Sobre la posibilidad de una poética generativa. (1980). Gredos. 164 páxs. ISBN 978-84-249-0841-6.
  • Teoría de la literatura (1987). Gredos. 550 páxs. ISBN 978-84-249-0046-5. (2005). Gredos. 590 páxs. ISBN 978-84-249-0045-8

Premios[editar | editar a fonte]

  • Premio Vergílio Ferreira, atribuído pela Universidade de Évora (2002).
  • Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, a 4 de outubro de 2004.[4]
  • Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (2007).
  • Premio D. Dinis, da Fundação Casa de Mateus, pola obra "A Lira Dourada e a Tuba Canora: Novos Ensaios Camonianos" (2009).
  • Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, instituído pola Associação Portuguesa de Escritores, pola obra "Jorge de Sena e Camões -- Trinta Anos de Amor e Melancolia" (2010)
  • “Prémio Jorge de Sena”, atribuído polo Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2011).[3]
  • Doutoramento Honoris Causa pola Universidade dos Açores (16 de outubro de 2018).[5]
  • Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural (2018)
  • Premio Camões en 2020.

Notas[editar | editar a fonte]

  1. "Vítor Aguiar e Silva homenageado em Penalva e Viseu". Vítor Aguiar e Silva homenageado em Penalva e Viseu (en portugués). Consultado o 2020-03-11. 
  2. "UMINHO HOMENAGEIA VÍTOR AGUIAR E SILVA". ilch.uminho.pt. Consultado o 11/03/2020. 
  3. 3,0 3,1 Terradillos, Ignacio Pérez (2006-07-15). "CEER". www.fceer.org. Consultado o 2020-03-11. 
  4. "ENTIDADES NACIONAIS AGRACIADAS COM ORDENS PORTUGUESAS - Página Oficial das Ordens Honoríficas Portuguesas". www.ordens.presidencia.pt (en portugués). Consultado o 2020-03-11. 
  5. "Universidade dos Açores atribui 'Honoris Causa' a investigador Vítor Aguiar e Silva - DN". www.dn.pt (en portugués). Consultado o 2020-03-11.