Fernando de Oliveira Guimarães

Na Galipedia, a Wikipedia en galego.
Saltar ata a navegación Saltar á procura
Fernando de Oliveira Guimarães
Nacemento3 de febreiro de 1928
 Porto
NacionalidadePortugal
Ocupaciónpoeta
PremiosComendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada
editar datos en Wikidata ]

Fernando de Oliveira Guimarães, máis coñecido como Fernando Guimarães nado no Porto o 3 de febreiro de 1928, é un poeta, ensaísta, dramaturgo e tradutor portugués.[1]

Traxectoria[editar | editar a fonte]

Licenciado en Ciências Histórico-Filosóficas na Universidade de Coimbra, exerceu funcións de docencia no ensino secundario e formou parte, como investigador, do Centro de Estudos do Pensamento Português da Universidade Católica Portuguesa.[1]

É autor de ensaios sobre a literatura portuguesa, sobre todo do período que decorre entre o século XIX e o XXI, e temas relacionados coa historia da estética en Portugal e coa filosofía da arte: poéticas finisseculares, modernista, de vanguarda, presencista, neorrealista e do final da modernidade.[2]

Canto á poesía, a temática amorosa e a consciencia da morte, a reflexión sobre a poesía e sobre o carácter ontolóxico da linguaxe o reflexo da especulación filosófica heideggeriana e platónica, a tendencia para o verso regular constitúen algunhas das características presentes en A Face Junto ao Vento, retomadas en obras poéticas posteriores.[2]

Colaborou e exerceu a crítica literaria en diversos xornais e revistas, como O Comércio do Porto, Árvore, Eros, Bandarra, Colóquio-Letras, Persona, Sema e Jornal de Letras.

Traduciu obras de Lord Byron, Dylan Thomas ou John Keats en colaboración con Maria de Lourdes Guimarães, Hugo von Hofmannsthal e Elaine Feinstein.[3]

O 9 de xuño de 1995 foi feito Comendador da Orde Militar de Sant'Iago da Espada.

Obras publicadas[editar | editar a fonte]

Poesía[editar | editar a fonte]

  • A Face Junto ao Vento (1956).
  • Os Habitantes do Amor (1959).
  • As Mãos Inteiras (1971).
  • Três Poemas (1975).
  • Mito (1978).
  • Poesia 1952-1980 (1980). Modo de Ler.
  • Casa: o Seu Desenho (1985). Imprensa Nacional Casa da Moeda.
  • A Analogia das Folhas (1990). Lumiar.
  • O Anel Débil (1992). Edições Afrontamento.
  • Poesias Completas 1952-1988 (1994). Edições Afrontamento.
  • Lições de Trevas (2002). Quasi Edições
  • Na Voz de Um Nome (2006). Roma Editora.[4]
  • Mulher (2006). Edições Asa.
  • Algumas das Palavras - Poesia Reunida 1956 - 2008 (2008). Quasi Edições.
  • Os Caminhos Habitados (2011). Edições Afrontamento 2013.
  • As Raízes Diferentes (2011). Relógio D'Água.
  • A Terra Se É Leve (2017). Edições Afrontamento.
  • Junto à Pedra (2019). Edições Afrontamento.
  • Lugar da Palavra. Poesia reunida (1956-2019) (2019). Edições Afrontamento.

Ensaio[editar | editar a fonte]

  • O Problema da Expressão Poética (1959)
  • A Poesia da "Presença" e o Aparecimento do Neo-Realismo, Ed. Brasília.
  • Linguagem e Ideologia (1972). En 1996, Lello Editores.
  • A Poética do Saudosismo (1988). Ed. Presença.
  • Tratado de Harmonia (1988). Justiça e Paz. Porto.
  • A Poesia Contemporânea Portuguesa e o Fim da Modernidade (1989). Caminho.
  • Ficção e Narrativa no Simbolismo (1989). Guimarães Editores.
  • Poética do Simbolismo en Portugal (1990). Imprensa Nacional Casa da Moeda.
  • Simbolismo, Modernismo e Vanguardas (1992). Lello Editores. En 2004, Imprensa Nacional Casa da Moeda.
  • Os Problemas da Modernidade (1994). Editorial Presença.
  • Uma Homenagem a Guilherme de Castilho (1995). Edições Afrontamento.
  • O Modernismo Português e a sua Poética (1999). Lello Editores
  • A Poesia Contemporânea Portuguesa (2002). Quasi Edições.
  • Simbolismo, Saudosismo e Modernismo (2002). Quasi Edições.
  • Artes Plásticas e Literatura (2003). Campo das Letras.
  • A Obra de Arte e o Seu Mundo (2007). Quasi Edições.
  • Sentido e Sensibilidade. Do Romantismo á Actualidade (2007). Edições Caixotim.
  • História do Pensamento Estético em Portugal (2009). Editorial Presença.
  • O Homem, o Sagrado e a Arte (2018). Universidade Católica Portuguesa.
  • O Outro Lado do Desenho (2019). INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda.
  • A Arte é Conhecimento? (2019). Universidade Católica Portuguesa.
  • Os Outros Movimentos Literários. Encontros e roturas a partir do século XIX (2020). Edições Afrontamento.

Teatro[editar | editar a fonte]

  • Diotima e as Outras Vozes (1999). Campo das Letras.

Narrativa[editar | editar a fonte]

  • As Quatro Idades (1996). Ed. Presença.

Premios[editar | editar a fonte]

Notas[editar | editar a fonte]

  1. 1,0 1,1 "Fernando Guimarães Wook". www.wook.pt (en portugués). Consultado o 2020-05-19. 
  2. 2,0 2,1 "Fernando Guimarães (1928). Correio do Porto". www.correiodoporto.pt (en portugués). Consultado o 2020-05-19. 
  3. "Fernando Guimarães - Portugal - Poesia Iberoamericana - Poesia portuguesa contemporânea - www.antoniomiranda.com.br". www.antoniomiranda.com.br. Consultado o 2020-05-19. 
  4. Oliveira, Maria José. "Fernando Guimarães O poeta e a "obra necessária"". PÚBLICO (en portugués). Consultado o 2020-05-19. 
  5. "ionline". ionline (en portugués). Consultado o 2020-05-19. 
  6. "Sistema Solar. Fernando Guimaraes". www.sistemasolar.pt. Consultado o 2020-05-19.